BOVET 1822

Atualizado: 2 de Set de 2019

O fantástico Récital 22 Grand Récital é a terceira peça de uma trilogia em que a Bovet nos convida a observar a evolução dos três astros que marcam o ritmo de nossas vidas: o Sol, a Terra e a Lua.


Em 2016, a Bovet surpreendeu colecionadores com o lançamento do turbilhão Récital 18 Shooting Star, com um estilo relojoeiro muito próprio, abrigando o movimento a uma caixa assimétrica de desenho patenteado. Um ano depois, apresentou o Récital 20 Astérium, uma evolução daquele primeiro relógio celestial, que emprestava do Récital 18 a caixa inovadora, a arquitetura inédita e a leitura intuitiva das indicações astronômicas.



Assim como o universo infinito representado por esta trilogia de relógios, a imaginação de Pascal Raffy, proprietário da Bovet, parece não ter limites. O turbilhão Récital 22 Grand Récital é o terceiro ato do poema relojoeiro que Raffy e os artesãos da marca começaram a escrever há dois anos. Juntos, nos convidam a observar a evolução dos três astros que marcam o ritmo de nossas vidas: o Sol, a Terra e a Lua.




Neste grande teatro astronômico, chamado Tellurium-Orrery, o Sol é representado pelo turbilhão volante, onde a ponte da gaiola evoca seus raios resplandecentes. A imponente Terra hemisférica gira ao redor de seu próprio eixo e indica as horas em um ciclo natural de 24 horas. Por último, uma Lua esférica se move ao redor da Terra em 29,53 dias, a exata duração de seu período sinódico.

Para realçar o esplendor do Sol, a gaiola do turbilhão foi elevada acima da superfície do movimento. A construção inédita e patenteada, que se caracteriza por um ponto de fixação central, oferece excelente cronometria, além de elegância e transparência notáveis. Os cinco braços da ponte da gaiola de titânio envolvem o órgão regulador. Esta representação tridimensional de nosso astro realça o chanfrado manual dos cinco braços da ponte que ilumina sutilmente a decoração celestial do relógio. O período de rotação de 1 minuto lhe permite indicar os segundos através de um ponteiro fixado diretamente sobre a gaiola, que percorre um setor graduado em vinte segundos.



A Terra é representada por um hemisfério cuja superfície foi decorada com um mapa gravado e pintado à mão, onde oceanos, montanhas, desertos e florestas estão minuciosamente detalhados. Além da dificuldade de realizar sua obra sobre uma superfície hemisférica, o artesão emprega uma técnica revelada pela Bovet em 2017, que consiste em aplicar material luminescente sobre uma pintura em miniatura. Desta maneira, a Terra se ilumina enquanto o resto do relógio permanece na sombra. O artesão enfrenta então uma das etapas mais delicadas de seu trabalho: a aplicação de camadas sucessivas de laca transparente sobre a superfície do globo antes do processo de polimento.

Para obter ainda maior realismo, o artista pinta posteriormente algumas nuvens e correntes de ar na superfície do globo. Separadas do resto da superfície terrestre pelas espessas camadas de laca, as nuvens parecem flutuar no ar. Como na realidade, a Terra gira em 24 horas e no sentido anti-horário. Na base do globo, uma escala graduada indica a hora através de um ponteiro tridimensional de titânio polido situado entre o turbilhão e o globo terrestre.


A dimensão do trabalho artesanal e artístico presente nestes hemisférios já seria suficiente para considerar cada um dos sessenta relógios desta série limitada como uma peça única. Contudo, Pascal Raffy quis ir mais além, permitindo aos colecionadores a escolha da orientação do mapa da Terra, para que o lugar escolhido por eles esteja posicionado no eixo Terra-Sol quando o relógio indicar o meio-dia. Esta opção de personalização implica que cada movimento e cada relógio sejam montados somente depois de ter recebido o pedido de cada colecionador. A personalização permite também saber em que parte do mundo é noite, graças à coloração em branco e preto do anel que rodeia a Terra. Este indicador côncavo e circular, alargado na parte inferior para permitir a leitura da hora, demonstra a maestria dos micro-mecânicos responsáveis pela sua manufatura.

A Lua é representada por uma esfera que percorre uma órbita completa em exatamente 29,53 dias, correspondentes ao período sinódico de nosso satélite natural. Graças ao seu mecanismo de alta precisão, a indicação de sua fase, também legível no anel concêntrico à Terra, exige a correção de um só dia a cada 122 anos. A esfera é dividida em duas zonas: uma preta e outra gravada com os relevos da superfície lunar. As zonas gravadas desta segunda metade são preenchidas com material luminescente, permitindo assim distinguir claramente qual parte da lua recebe diretamente a luz do sol. Esta rara combinação de indicações é objeto de uma das cinco patentes presentes no movimento do Grand Récital.



Para fornecer ainda mais harmonia a este espetáculo celestial, as indicações dos minutos retrógrados e da reserva de marcha se encontram em setores hemisféricos com a mesma curvatura do globo terrestre. Os cristais de safira colocados em seus centros magnificam os mecanismos que se encontram abaixo e parecem ultrapassar os limites espaciais da caixa.

Por fim, uma abertura circular situada no lado esquerdo da gaiola do turbilhão possui um aro metálico com uma lupa que permite ler a data sobre um disco de cristal que gira na parte inferior do movimento. Para destacar a data, um anel feito diretamente a partir de um material luminescente sólido realça o contorno interior da janela. Ele foi colocado simetricamente ao anel superior do cone e da roda da reserva de marcha, feita do mesmo material.



Para se admirar em toda a extensão o engenho que Pascal Raffy e a equipe Bovet dedicaram a este relógio, deve-se observá-lo de todos os ângulos. Dando a volta ao relógio e observando através de seu fundo de safira, descobre-se uma grande ponte decorada com Côtes de Genève circulares, centrada no eixo do turbilhão. Distintas janelas abrem-se para indicar as horas, o dia, o mês e o ano bissexto, enquanto a ponte guia o disco de cristal da data que se mostra em ambas as faces do movimento. Esta combinação de indicações atua como uma espécie de cérebro mecânico que controla o calendário perpétuo.

Desenhado e desenvolvido especificamente para o Grand Récital, o calendário perpétuo está repleto de inovações, incluindo uma inédita indicação de data através de um disco de dupla face, objeto de uma patente. O disco possui um mecanismo retrógrado no qual um "rack" micrométrico, também patenteado, otimiza o funcionamento e reduz o volume ocupado. As bruscas acelerações e desacelerações que atuam sobre o disco da data, combinadas à inércia do cristal mineral do qual é feito, levaram os relojoeiros a criar uma engrenagem reguladora que dissipa a energia do salto retrógrado do disco.



Conforme a visão de Pascal Raffy, os valores fundamentais da alta relojoaria incluem o domínio da técnica e da cronometria, as artes decorativas e a personalização em respeito às tradições da manufatura artesanal. Levados a seus máximos níveis de excelência, estes valores se harmonizam para oferecer ao colecionador a mais nobre e poética expressão do tempo.

À altura de sua exclusividade e também de sua complexidade, o Récital 22 Grand Récital tem um preço de venda de 465.000 Francos Suíços.



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